Sábado, 1 de Outubro de 2011

Vida de Carolyn: Two Lovers- 26º Capítulo

 

Carolyn caminhava pela areia molhada da praia em frente da casa dos avós. Tinham chegado no dia anterior a Carolina do Sul, a casa dos avós, e Carolyn ainda não se tinha habituado à falta do avô que fazia sempre tanta falta naquela casa. Lembrava-se agora de todos os momentos que passara naquela praia na companhia dos avós. Desde que tinha chagado que tentara conter as lágrimas, mas agora, enquanto ali estava praticamente sozinha - só ela, o mar e as ondas - sentia necessidade de "deitar tudo cá para fora.

Sentou-se na areia húmida e começou a apanhar as conchinhas à sua volta e a pôr na bolsinha que trazia à tiracolo enquanto deixava as lágrimas deslizarem pela sua face e cairem na areia. De repente houve alguém que se aproximou. Carolyn sem desviar o olhar da areia começou a limpar as lágrimas freneticamente. Antes que pudesse levantar a cara para ver quem se aproximava, ouviu uma voz familiar. Era Dylan.


- Carolyn, a tua avó disse para irmos jantar - ela levantou a face para ele, e este logo percebeu que tinha estado a chorar, mas preferiu não fazer perguntas, pois sabia perfeitamente que Carolyn não queria que o fizesse.

 

- Está bem - ele esticou a mão para ajudá-la a levantar-se - Desculpa ter-te deixado sozinho este tempo todo...

 

- Achas que me importo? - interrompeu-a - A companhia da tua avó é absolutamente espectacular - disse com um largo sorriso.

 

- Oh, ainda bem.  

 

Atravessaram a praia, depois a estrada e logo chegaram a casa.

Durante o jantar não houve as habituais divertidas conversas à mesa. Apesar de Dylan tentar animar toda a gente, nada resultava. 

Depois do jantar Carolyn foi para o seu quarto. Sentou-se na cama e ficou a observar todos os pormenores do seu antigo e humilde quarto. Não era bem o quarto de uma adolescente com dezasseis anos. As paredes estavam forradas com um papel de parede às riscas com vários tons de cor-de-rosa e estava salpicado com flores de várias cores. Tinha os seus desenhos de quando era pequena pendurados na parede, fotografias suas de quando era pequena, bonecas antigas - algumas sem braços, pernas ou mesmo cabelo - e, aquilo que ela mais admirava no seu quarto, a sua velha guitarra clássica oferecida pelos avós quando fizera seis aninhos. Tinha sido a sua primeira guitarra e também tinha sido com ela que fizera o seu primeiro espectáculo na sua antiga escola de música em Santa Bárbara. Agora, depois de o pai lhe ter comprado uma nova, estava ali, na casa dos avós, sem umas cordas e toda desafinada. 

Dylan saiu da varanda e foi sentar-se a seu lado. Olhou para ela e assim ficou durante alguns segundos. Carolyn quando se deu conta que ele a contemplava, olhou para este com uma expressão de dúvida no rosto.

 

- Que foi?

 

- Pergunto-me em que é que tu tanto pensas.

 

Ela suspirou.

 

- Bem, depois de tudo o que aconteceu, estar nesta casa faz-me lembrar de muitas coisas que já não me lembrava nem dava valor à uns tempos.

 

- Estou a ver...

 

- É bom lembrar-me de tudo isto, mas... quer eu queira quer não lembro-me sempre da morte do meu avô.

 

- Então... não querias estar aqui?

 

- Não, não é nada disso. É, que gostava que a parte do meu cérebro que me faz pensar nele adormecesse por enquanto. Não consigo aguentar mais isto... chorar todos os dias por não o ter por perto faz-me querer adormecer para sempre para não pensar na falta que ele nos faz. A minha mãe bem me diz para me distrair e não pensar no assunto, porque - respirou fundo - tenho que aceitar o facto de ele não estar mais por perto.

 

- Vais ver que essa ferida vai curar depressa e que vais voltar a sorrir mais vezes. Gosto tanto do teu sorriso, e ele faz-me imensa falta - ela olhou para ele e sorriu, tentando por mais que tudo não desatar a chorar na sua frente. Dylan olhou em volta percebendo a aflição dela tentando procurar algo que pudessem falar para a distrair. Foi então que os seus olhos encontraram a velha guitarra - É tua? - disse levantando-se e pegando na guitarra.

 

- Sim, foi a minha primeira guitarra oferecida pelos meus avós quando era pequena.

 

- E tocas?  

 

- Ultimamente não. Desde que o meu pai começou a trabalhar mais que não temos tido tempo de treinar juntos.  

 

- Foi o teu pai que te ensinou a tocar?

 

- Não, primeiro tive aulas, mas depois decidimos que não era preciso porque o meu pai podia ensinar-me, já que eu sabia o básico.

 

- Nunca me tinhas dito.

 

- Nunca calhou dizer - sorriu.

 

- Eu já tive aulas de guitarra eléctrica e bateria... mas sabes que estou mais virado para a bateria.

 

- Yah.

 

- Então... estás preparada para amanhã?

 

- Se queres que te diga, não, não estou - Carolyn baixou a cabeça e ficou a olhar para os seus pés.

 

Apesar de se ter estado a mentalizar durante os últimos dias, Carolyn ainda não estava bem preparada para o velório do avô que seria no dia seguinte. 

 

 

 

 

- Carrie, querida... - disse a Sr.ª Williams num tom bastante doce - Acorda filha, temos de nos despachar.

 

Carolyn abriu os olhos devagar e bocejou de seguida sentou-se na cama. A sua mãe levantou-se e caminhou até à porta.

 

- Estamos lá em baixo à tua espera para tomar o pequeno-almoço - sorriu, depois virou costas e saiu pela porta por onde entrou.

 

Levantou-se lentamente da cama e dirigiu-se para a casa-de-banho quase como um zombie. Ligou a água no frio, despiu-se e deixou-se ficar sentada no chão do chuveiro com a água fria a percorrer-lhe o corpo. Era um género de choque eléctrico que lhe percorria a espinha, um arrepio. Uma boa maneira de se preparar para o dia que iria enfrentar. Iria finalmente ver o seu avô.

Quando finalmente chegou à cozinha forçou um sorriso para encarar o pai, a mãe e Dylan que estavam à mesa a terminar o pequeno-almoço.

 

- Bom dia, princesa - disse o pai a sorrir - Dormiste bem?

 

- Na verdade não - disse sentando-se numa cadeira ao lado de Dylan.

 

- Nervosa?

 

Carolyn suspirou enquanto Dylan lhe passava o leite.

 

- Sim.

 

Era bastante óbvio que o pai estava a tentar parecer calmo e descontraído, mas na verdade estava tão nervoso quanto a mãe. A diferença era que a mãe não conseguia disfarçar. 

 

 

Desculpem, desculpem ter demorado mais um bocado mas é que... a imaginação foi-se outra vez :\ Ainda por cima estas cenas da historia são mais dificeis de escrever para mim... Espero que gostem :)

 

sinto-me: ehhh...
música: swedish house mafia save the world tonight
publicado por Anna às 22:36
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