Domingo, 31 de Julho de 2011

Vida de Carolyn: Two lovers - 24º Capítulo

Ele sentou-se à beira dela, levantou-lhe a face para ela o olhar nos olhos, limpou-lhe as lágrimas e lamentou:

- Desculpa… a culpa é minha.

- Não, não é só tua Dylan – levou o braço em direcção à cara e limpou o resto das lágrimas – Também é minha. Eu é que me descontrolei.

- Mas se eu não devia ter-te provocado. Aliás, a culpa é mais minha do que tua – Dylan afastou-lhe o cabelo da cara delicadamente - Desculpa… juro que te vou tentar esquecer.

- Pois, talvez seja melhor assim. Desculpa ter de ser desta maneira.

- Não tens de pedir desculpa. A culpa é minha.

Dylan afastou-se, despediu-se e saiu pela porta por onde entrou. Ela deitou-se na cama e ficou a pensar numa conversa que tinha tido com Dave quando ele já tinha ido para Detroit e ela estava a avisá-lo que ia para Miami enquanto estava a passar a tarde com George e Dylan.

- Dave?

- Oi amor! ‘Tá tudo bem?

- Sim, está tudo óptimo! E tu?

- Também. Agora já estou em casa dos amigos dos meus pais.

- E como é que está a ser?

- Um bocado secante… ‘Tou desejoso de voltar para casa e estar contigo e com os outros.

- E quando é que voltas?

- Daqui a um mês.

- Pois. Bem, amanhã vou para Miami.

- A sério?

- Yah. O patrão do meu pai e a familia dele convidaram-nos para irmos passar um tempo a casa deles.

- Então finalmente vais ter férias. Ainda por cima em Miami! Que sorte!

- Mesmo! E o patrão do meu pai tem dois filhos…

- Putos?

- Não… têm 16 anos, ou seja, a nossa idade.

- Mas são gajas?!

- Não… quer dizer… é uma gaja, e um gajo. – disse Carolyn mordendo o lábio.

- Um gajo?! Oh não…

- Oh, não é caso para alarmes! Nós somos amigos e eu só penso em ti. Podes estar descansado.

- Eu sei. Mas o problema não és tu, eu confio em ti. O problema… é ele. Tu não deixes que ele te toque!

Carolyn riu-se – Please! Não te preocupes… ele não me vai tocar.

- Já sabes, se ele te tocar, só tens de me ligar que eu tenho uma conversinha com ele!

- Whatever…

- É que… tu és linda e… os gajos devem ser às resmas atrás de ti!

- Ai que exagerado!

- É verdade! E como é que ele se chama?

- Dylan.

- Tem logo nome de idiota! – Carolyn riu-se.

- Ele até parece um tipo fixe. Mais não mais que isso…

- Um tipo fixe… pois. O que ele quer sei eu…!”

Era terrível pensar que tinha quase prometido a pés juntos a Dave que nada iria acontecer e depois… tinha acontecido tudo aquilo que ela prometera.


 

Carolyn estendeu a toalha na areia e deitou-se nesta. O seu telemóvel estava pousado na sua frente e Carolyn olhava para ele com uma expressão desespero e tristeza no rosto. Dylan sentou-se na toalha desta e ficou a olhar para ela.

- Carolyn, não vai mudar nada ficares a desperdiçar o teu tempo a olhar para essa porcaria. Esquece isso e anda mandar uns mergulhos.

- Mas e se ele me liga?

- Ainda só passaram dois dias… Acho que é pouco tempo para ele pensar – ele ergueu-se.

Ela suspirou e levantou o olhar para ele.

- Ok… - ela levantou o braço para ele e este puxou-a para cima.

Ele sorriu e levou-a pelo braço até ao mar.


 

Três dias depois Carolyn e o resto do pessoal estavam a jantar no Mc Donalds. Tinham planeado ir divertir-se um pouco à noite. Iam a uma discoteca depois do jantar. Queriam tentar afastar a tensão de Carolyn e libertá-la um pouco mais. A noite tinha corrido bem. Dançaram, beberam (muito pouco), riram, etc., até chegarem a casa.

Dylan pôs a chave de casa na porta e abriu-a. Quando entraram os seus pais, menos a mãe de Carolyn, estavam todos sentados no sofá da sala de estar excepto o pai de Dylan e de Emily que estava de pé ao lado do sofá principal. Estavam todos com uma expressão bastante temível no rosto. E também era bastante estranho estarem acordados às três horas da manhã.

- O que é que fazem acordados a esta hora? – perguntou Dylan fechando a porta.

- O que é que se passa? – progrediu Carolyn.

Fizeram-se uns minutos de silêncio na sala enquanto Carolyn e Emily se sentavam as duas num outro sofá e Dylan e George se sentavam nas pontas deste. Carolyn começava a ficar nervosa por reparar que a sua mãe não se encontrava na sala e que o seu pai se encontrava com uma expressão perturbada.

- Onde está a mãe? – perguntou ela ao pai um pouco exaltada.

- A mãe está lá em cima no quarto. Mas tem calma que está tudo bem com ela.

- Ok… - Respondeu aliviada – Mas e então o que é que aconteceu?

A mãe de Dylan entreolhou-o e ele olhou novamente para Carolyn. Levantou-se e foi sentar-se ao lado dela no sofá. Dylan levantou-se e foi para o lado de George para não estar muito próximo de Carolyn e do pai. Sentia-se a mais já que aquilo era um momento pai e filha bastante constrangedor. Carl respirou fundo e olhou para ela como se fosse uma obrigação.

- Bem, nós… estávamos a dormir quando recebemos uma chamada… do hospital – Carolyn começou a ficar cada vez mais nervosa mas nada lhe passava pela cabeça. Não tinha a mínima ideia do que poderia ter acontecido. Enquanto decorria a conversa Emily, George e Dylan ficavam ainda mais preocupados e por isso Emily puxou a mão de George e agarrou-a – E era uma enfermeira. Ela que disse que… o avô Joseph foi… - Carl começava agora a ter dificuldades em falar - encontrado morto hoje em casa, pela tua avó… depois de ter um AVC – Carl começou a chorar – Lamento filha – Carolyn ficou petrificada sem conseguir acreditar. O pai abraçou-a e depois Carolyn começou a chorar desalmadamente sem conseguir sequer parar. Mas nunca sem deixar de abraçar o pai. Juntamente com ela também Emily e Luise a mãe da Emily e do Dylan também choravam. De seguida separou o abraço e foi a correr para o quintal. Precisava de estar sozinha e de respirar ar puro. A Natureza sempre a ajudava a ficar mais calma.

Sentou-se num banquinho no fundo do extenso quintal e ficou de cabeça baixa a deixar as lágrimas caírem na relva. Sempre adorara o seu avô. Mais até do que os avós paternos e da avó materna. Era sempre ele que a ouvia e que a animava quando estava em baixo. Lembrava-se de quando era pequena e ia sempre todos os Verões passar um tempo na Carolina do sul em casa dos avós. Quando lá estava iam os dois todos os sábados à pesca para uma casinha de madeira bastante velha junto do rio. Tinha sido ele a ensina-la a pescar, a andar de bicicleta, a jogar à bola - apesar de ser uma rapariga gostava muito de jogar à bola - e a olhar para a vida com outros olhos. Talvez até tivesse sido ele o melhor a educá-la na família, até melhor que os próprios pais. Não que os pais não a tivessem educado bem. Até a educaram muito, muito bem. Mas Joseph era diferente. Era um pensador! Tentava sempre mostrar-lhe aquilo que a vida tinha de bom e de mau, mas de forma distinta. Contava-lhe sempre mil e uma histórias sobre as suas grandes aventuras. E enquanto professor também lhe tinha ensinado muitas coisas. Era uma pessoa bastante social e simpática para todos. Sempre disposto a ajudar. Carolyn iria sentir bastante a sua falta. Iria guardar uma grande saudade durante todos os anos que vivesse.

Enquanto ali estava Dylan abriu a porta das traseiras e como era de noite e as luzes do jardim não estavam acesas ele não a conseguia ver. Emily e George ficaram à porta. Ela e George queriam ir ter com ela mas acharam que todos de uma vez não ia ajudar. Então Dylan foi primeiro. Chamou por ela umas vezes mas não obteve resposta. Carolyn estava a chorar tanto que não conseguia responder-lhe. Foi então que ele a ouviu chorar e conseguiu ir ao seu encontro. Ela estava sentada num banco bastante escondido debaixo de uma árvore. Ele ficou um tempo de pé parado a olhar pare ela cheio de pena e depois sentou-se ao seu lado e agarrou-lhe na mão. Assim que ele o fez, Carolyn separou a sua mão da dele e abraçou-o com alguma força e de seguida ele abraçou-a também. Ela não o queria largar. Ele era o que ela precisava mais naquele momento: apoio. Dylan era realmente um ombro para chorar e um formidável amigo. Sempre que ela precisava dele, lá estava ele para ela sempre com um sorriso no rosto, pronto a reconfortá-la.

- Lamento pelo teu avô – disse quase como um suspiro. Carolyn levantou a cabeça do seu peito e olhou para ele – Há coisas que têm de acontecer. E nós temos de aprender a lidar com isso, a vida toda. 

 

Que tal? Quero mt comentarios ta bien? 

kisses

publicado por Anna às 18:01
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Sábado, 23 de Julho de 2011

Vida de Carolyn: Two Lovers- 23º Capítulo

 

 Olá!

Só queria dizer uma coisita antes de lerem. Na barra lateral pus uma musiquita xD há um problema... o botão tá marado... era suposto estar ali um play/pause e não akilo -.-' e não era suposto estarem lá dois... iguais. Mas pronto se quiserem ouvir é só clicarem num desse botoes e dps clicam no play e dps clicarem no botão outra vez.

 

Depois de todos se reunirem na sala partiram para o restaurante. Sim, porque os pais acharam que tinham estado um pouco distânciados dos filhos durante as férias para lhes darem liberdade e agora queriam apenas conviver um pouco com eles.

Carolyn fechou a ementa e passou-a a Emily que se encontrava na sua frente. Emily passeou o olhar pela ementa e deu um gritinho de pura alegria!

- Fixe! Há aquele bolo super bom que eu já não como à uma data de tempo!

Carolyn olhou para ela algo intrigada.

- Mas tu ainda nem escolheste o prato principal e já vais nas sobremesas?

- Típico… - disse George que estáva sentado ao lado dela.

- Qual é o mal? – Carolyn encolheu os braços e continuou a comer um pãozinho com manteiga.

Depois de todos escolherem que pratos iriam querer, o empregado aproximou-se, anotou todos os pedidos, recolheu as ementas e foi-se embora.

O resto do jantar decorreu sem problemas. Embora Carolyn estivesse com um ar um pouco descontraído estava bastante nervosa e preocupada. Parecia ter um enorme buraco negro a sugá-la constantemente no peito, lá bem dentro do coração. E no final do dia sentia-se ainda pior. Chegava à conclusão que mais um dia tinha passado e nada fizera. Sentia-se a sufocar. Como de estivesse fechada num espaço sem saída e esse espaço fosse ficando cada fez mais pequeno. Como se à medida que o tempo ia passando, também o ar ia desaparecendo. E também todas as noites passavam a ser um problema. Como não conseguia adormecer, dormia sempre muito pouco.

Carolyn deixara que a atracção por Dylan se descontrolasse. Não bastava ser fiel a Dave fisicamente, ele merecia também a sua fidelidade emocional. E agora, estava a pagar por tudo o que fizera. Mas queria por tudo acabar com aquele sofrimento. Já tinha aprendido a lição! Mas toda aquela dor não iria terminar assim que lhe contasse. A seguir disso, iria ficar ainda mais destroçada.

Quando chegaram a casa Carolyn e Emily prepararam-se e meteram-se a relaxar deitadas na cama. Carolyn ficou a ler e Emily a ouvir musica. O telemóvel de Carolyn estava em cima da mesa-de-cabeceira quando este vibrou. Estava alguém a tentar ligar-lhe. Ela levantou-se, agarrou no telemóvel e olhou para o ecrã. Quando viu que era Dave quem lhe ligava ficou imóvel a olhar para o telemóvel. E depois passou à fase seguinte: entrou em transe!

- Emily! – Carolyn tinha de pedir ajuda urgentemente – O Dave está a ligar-me! O que é que eu faço?! Atendo ou não? Ele vai fazer-me um monte de perguntas se eu atender! – parou um pouco para pensar – E se eu não atender ainda vai fazer mais! – ela falava para Emily sempre com os olhos postos no telemóvel, portanto, não percebeu que Emily não a estava a ouvir minimamente. Emily estava deitada na cama de barriga para cima a ouvir musica aos altos berros e de olhos fechados a curtir a mesma movendo-se levemente dum lado para o outro e a estalar os dedos: estava a dançar! – Emily! – Carolyn chegou ao pé dela e tirou-lhe os phones dos ouvidos – Emily, o Dave está a ligar-me! O que é que eu faço?!

Emily ficou um pouco atrapalhada e depois disse:

- É melhor…

- Rápido, se não ele desliga! – interrompeu-a Carolyn.

- Se me deixasses falar!

- Fala, fala.

- É melhor atenderes e ouvires com calma o que ele te vai perguntar ou dizer. Respondes tudo como deve de ser ao que ele perguntar, sem mentir, e se a conversa não for dar para os lados do Dylan e de ti… conta-lhe. Se não for… contas na mesma. Tens de dizer-lhe agora… quanto mais tarde mais chateado ele vai ficar!

Carolyn baixou o olhar para o telemóvel e ficou a olha-lo. Por um lado ela queria que a chamada terminasse mas por outro… não queria ficar preocupada durante mais tempo. Tinha as mãos a suar e a tremer e por essa razão, sem querer, deixou o telemóvel cair no chão. Quando o telemóvel caiu e bateu no chão, premiu-se a tecla verde e a chamada foi atendida.

As duas raparigas ficaram a olhar para o telemóvel inteiro no chão. Foi então que ouviram uma voz masculina sair do auricular do mesmo. Quando ouviram a voz de Dave ficaram perplexas. Carolyn ficou tão nervosa que parecia que o seu coração ia sair-lhe pela boca. Emily abaixou-se, apanhou-o e apressou-se a dar-lho.

- Estou? – disse Carolyn a tentar fazer a voz mais normal que conseguia.

- Carolyn? És tu?

- Ah… Quem é que havia de ser? – soltou um risinho um pouco incerto para tentar descontrair e para ele não a achar demasiado tensa.

- Bem, podia ser o otário do teu amiguinho Dylan.

- Pois… Desculpa por aquilo que aconteceu, ele estava armado em parvo.

- Bem, se é que ele não é mesmo parvo todos os dias. E porque raio é que ele fez aquilo? – Dave não estava lá muito contente.

- Bem… - Emily estava ao lado dela por isso conseguia ouvir o que Dave dizia. Ela olhou para Carolyn e acenou a cabeça como um gesto de força para ela continuar – Eu tenho que falar contigo sobre uma coisa…

- O quê?

- É que… eu…

- Sim, Carolyn…

- Para mim é muito difícil dizer-te isto porque eu não queria mesmo que acontecesse, mas a verdade é que aconteceu – Carolyn começava agora a ficar emocionada e isso começava a notar-se na sua voz – e eu quero que saibas que não foi minha intenção de todo…

- Mas Carolyn, o que é que...

- Eu beijei o Dylan – exclamou antes que ele pudesse dizer alguma coisa.

- Tu o quê?

- Mais do que uma vez aliás. Dave, eu não sei o que é que se passa comigo – de um momento para o outro Carolyn começou a sentir necessidade de chorar, mas não o fez e por isso conteve-se - E o problema é que… eu não sei o que é que eu... eu sinto. Eu gosto de ti mais do que tu possas imaginar mas eu não sei o que é que o Dylan tem…

- Nunca pensei Carolyn, nunca mesmo. Nunca te traí e nunca pensei que fosses fazê-lo! – ele respirou tão fundo que Carolyn conseguiu ouvi-lo do auricular do telemóvel e a sua voz estava acentuada – Eu confiava em ti, Carolyn. Eu sempre confiei em ti, na tua fidelidade para comigo. Porquê, porquê isto agora?

- Desculpa, mas não fiz de propósito… Primeiro ele beijou-me e… - começava agora a sentir-se culpada por estar a acusar Dylan, mas era a verdade, tinha de ser – depois percebi que talvez, talvez sentisse algo por ele. Eu já pensei e repensei Dave, mas… foi tudo tão rápido que eu fiquei tão confusa, tão… eu percebo o que estás a sentir…

- Não! Tu não percebes… tu não imaginas. E queres saber porquê? Porque nunca ninguém te traiu antes. Porque eu nunca te traí… E tu acabaste de o fazer. Eu não… - Parou, o único sinal de fraqueza que demonstrara durante toda a conversa – Eu não quero falar contigo durante uns tempos. Não me telefones. Quando… se eu decidir que estou preparado, eu procuro-te.

Dave desligou o telemóvel, permitindo por fim que as lágrimas lhe deslizassem pela face. Baixou a cabeça e ficou a olhar para os seus próprios pés deixando as lágrimas caírem para o chão. Emily puxou-lhe o braço e abraçou-a. De seguida houve alguém que abriu lentamente a porta e espreitou. Era Dylan. Emily levantou-se e saiu permitindo assim que ele entrasse. Ele sentou-se à beira dela, levantou-lhe a face para ela o olhar nos olhos, limpou-lhe as lágrimas e lamentou:

 - Desculpa… a culpa é minha.

 

Então o que é que acham? Olhem... eu estou um pouco triste com os comentários... :( quero mais please, ok? Quanto aos proximos capitulos... vai haver uma transformação na historia ^^ dps vêem ;P

kisses <3

publicado por Anna às 23:48
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Domingo, 17 de Julho de 2011

Vida de Carolyn: Two Lovers- 22º Capítulo

 

 

Dois dias tinham passado desde o tal beijo. Desde aquela conversa que a deixou realmente angustiada por tudo o que fizera e por aquilo que não fizera, ou, deveria não ter feito. Era como se o mundo tivesse desabado sobre si, e a tivesse deixado desamparada sem saber o que fazer a seguir. Defrontava agora dois caminhos, dois rapazes igualmente perfeitos, e nenhum deles a podia fazer repensar. Quanto mais pensasse no assunto mais confusa e baralhada se sentia. Era ela que tinha de olhar para si e decidir, por si mesma, não por eles. 

Carolyn abriu o frigorífico e vagueou o olhar pelas prateleiras quase vazias. Suspirou e num movimento rápido alcançou uma lata de Coca-Cola. Fechou-o e de seguida abriu a lata. Ficou a olhar para esta e depois encostou-se na bancada sem se dar conta que estava naquele preciso lugar onde tudo tinha acontecido. Elevou os olhos para a janela que estava mesmo na sua frente, por cima do lava-louça, e ficou a contemplar o extenso quintal da parte de trás da casa raiado pelo sol quente do inicio da tarde. Enquanto olhava pela janela deixou-se levar pelos seus pensamentos olhando uma pequena árvore do quintal no entanto de olhar vazio. 

Dylan preparava-se para entrar nesse mesmo quintal para ir cortar a relva, depois de muito os pais o chatearem e de finalmente ele se convencer que tinha de ir mesmo faze-lo. Carolyn rapidamente se apercebeu da situação quando ouviu uns passos no quintal. Vagueou até à porta das traseiras que se encontrava na cozinha, abriu-a e deitou a cabeça de fora. Dylan sorriu-lhe, ela encostou a porta e foi ao encontro dele. 

- Finalmente vejo-te a trabalhar – sorriu ela dando de seguida um gole no refrigerante.

- Por muito que me custe, tem de ser… - baixou o olhar para o corta relva que se encontrava ao seu lado e Carolyn riu-se.

- É engraçado porque a ti tudo te custa muito. Tu não gostas é de fazer nenhum! 

Ele olhou para ela e ela olhou para ele, ficando assim alguns segundos – o que a começava a deixar algo desconfortável já que ela nunca aguentara tanto tempo a fixar-se nos olhos dele e ele nunca parecia incomodar-se – e depois Dylan baixou o olhar para a lata de Coca-Cola.

- Deixas-me dar um gole?

- Claro – disse ela um pouco indiferente esticando o braço para ele.

Dylan pegou-a e em vez de um, deu três. Voltou a olhar para ela com um ar bastante normal e estendeu-lhe a lata, quase fazia. Carolyn agarrou-a e depois de senti-la bastante leve lançou-lhe um ar um pouco bravo erguendo a sobrancelha direita.

Suspirou e disse-lhe por fim: 

- Eu nem te digo nada…

- Ah, ainda bem! – sorriu – Assim poupas os meus ouvidos. 

Carolyn foi sentar-se num dos degraus das escadinhas da porta das traseiras e ficou a observa-lo a cortar a relva. Mas depressa os pensamentos de há uns minutos voltaram a assombrar-lhe a mente. Estava agora preocupada com o que iria Dave dizer sobre o que Dylan lhe disse ao telemóvel na tal noite. Dave não era burro algum, e não ia deixar-se ficar por uma desculpa esfarrapada qualquer que Carolyn lhe falasse… E também a conhecia muito bem e iria topá-la assim que abrisse a boca. Ela tinha estado a adiar esta conversa consigo mesma durante os últimos tempos desde o que aconteceu, mas não poderia ser mais daquela forma. Assim que Dave tivesse oportunidade iria pedir-lhe explicações. E se havia coisa que Dave detestava era ser enganado. E quanto a Dylan… Carolyn tinha tentado afastar-se um pouco dele, mas isso não tinha sido justo, portanto, não o fez mais. 

Dylan começou a ficar cansado e com ainda mais calor, portanto resolveu tirar a T-shirt. Deu uns passinhos na direcção de Carolyn e jogou-lhe a T-shirt para cima. 

- Chiça! Alguém te atirou um balde de suor para cima ou tu é que pedis-te só para me pôr mal disposta?!

- Isso aí é o fruto do meu trabalho! É para não dizeres que não faço nada.

- Sim, claro tu deves trabalhar… uma vez em dois meses ou cena assim.

- Pois, pois. Nós depois falamos melhor… 

Passado uns minutos Dylan desligou o cortador de relva e foi sentar-se nas escadas ao lado dela. Agarrou na camisola e limpou o suor da cara. 

- Bem… hoje já fizeste os teus pais orgulhosos!

- Eles estão sempre orgulhosos de mim – disse num tom de voz que soava algo convencido – Sou o filho que toda a gente queria ter.

- Hum, quem te disse que eu queria ter um filho como tu?

- E quem te disse que eras gente?

Carolyn serrou as sobrancelhas e deu-lhe uma cotovelada na barriga. Ele queixou-se e depois riu-se. Ela riu também e depois ficaram os dois a contemplar o quintal calados, e só se ouviam os pássaros a cantar. Estava tão abafado que nem se escutava o vento soprar. Passado uns momentos Carolyn por fim disse:

- Dylan… - ele olhou para ela e ela estava a olhar para o degrau de cabeça baixa – Eu acho que… acho que vou contar ao Dave o que se tem passado entre nós.

Ela olhou para ele e este não reagiu. Ficou como normal como se ela não lhe tivesse dito aquilo. Só depois falou num tom bastante calmo na voz.

- Porquê?

- Sinto que lhe estou a ser desleal. E eu não sei disfarçar, muito menos mentir! Ele conhece-me tão, mas tão bem! Ele sabe logo quando estou nervosa ou ansiosa. Assim que abrir a boca ele vai perceber que não estou a ser verdadeira.

Dylan ficou uns segundos calado.

- Sabes que não vai ficar contente, certo?

- Claro que sei. Mas prefiro isso a mentir-lhe. E pior seria se ele descobrisse depois de lhe dar uma desculpa qualquer. Aí é que nunca mais me falava!

- Não te massacres agora com isso. Depois… - de repente o sistema de rega activou-se e molhou-os.

- Há… que bem que sabe! Estava cheia de calor.

- ‘Bora tomar banho? – disse ele a olhar para ela e a sorrir.

- Tomar banho? Na rega? Vestidos?

- Ya… Anda!

- Estou demasiado preocupada com esta cena para me estar aqui a divertir.

- Carolyn, esquece isso por agora. Tens tempo. Aproveita estes momentos! – ela ficou a olhar para ele sem uma expressão na face – Oh páh! Eu não quero andar para aqui a fazer figurinhas debaixo da rega do quintal sozinho, por isso, vens comigo – ele agarrou-lhe na mão e puxou-a para debaixo da rega. 

Carolyn ficou parada a deixar a água cair-lhe sob o corpo quente. Ele empurrou-a mais para debaixo da água e sorriu.

- Não é bom?

Ela riu-se.

- Yah!

Ambos começaram aos saltinhos e aos pinotes quando Carolyn escorrega na terra molhada e cai no chão de costas. A primeira coisa que Dylan fez foi rir, rir, rir e rir. E só depois é que lhe perguntou se estava bem e se precisava de ajuda. E depois de Carolyn se recompor começaram aos pulos outra vez.

Emily saiu da casa de banho do quarto, desceu as escadas em direcção à sala e sentou-se no sofá ao lado de Carolyn e Dylan, que estavam agora a rir. 

- Então, já tomaram banho?

- Já – respondeu Carolyn – E quem é que falta?

- O George… - Emily suspirou – Típico.

- Sempre a mesma gosma… - disse Dylan.

- E de que é que se riam antes de eu chegar?

- Do tralho que a Carolyn deu no quintal – riu-se – Devias ter visto!

 

Desculpem-me, desculpem-me, desculpem-me, muito, muito, muito, muito! Já devem ter reparado que a situação está complicada… mas é que primeiro foi o Algarve e depois foi os pais e depois foi o concerto dos THIRTY SECONDS TO MARS! Eu toquei no Jared Leto!!! Mas pronto… isso já são outras cenas :D  Fiquei tão chocada que demorei um tempo a recuperar xD Neste momento tou ainda mais fã *-*! Mas enfim… eu vou recuperar a cena da escrita, ok?

 

Kisses 4 every 1 <3

 

sinto-me: ^^
música: Thirty seconds to mars - Vox populi
publicado por Anna às 01:11
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