Domingo, 31 de Julho de 2011

Vida de Carolyn: Two lovers - 24º Capítulo

Ele sentou-se à beira dela, levantou-lhe a face para ela o olhar nos olhos, limpou-lhe as lágrimas e lamentou:

- Desculpa… a culpa é minha.

- Não, não é só tua Dylan – levou o braço em direcção à cara e limpou o resto das lágrimas – Também é minha. Eu é que me descontrolei.

- Mas se eu não devia ter-te provocado. Aliás, a culpa é mais minha do que tua – Dylan afastou-lhe o cabelo da cara delicadamente - Desculpa… juro que te vou tentar esquecer.

- Pois, talvez seja melhor assim. Desculpa ter de ser desta maneira.

- Não tens de pedir desculpa. A culpa é minha.

Dylan afastou-se, despediu-se e saiu pela porta por onde entrou. Ela deitou-se na cama e ficou a pensar numa conversa que tinha tido com Dave quando ele já tinha ido para Detroit e ela estava a avisá-lo que ia para Miami enquanto estava a passar a tarde com George e Dylan.

- Dave?

- Oi amor! ‘Tá tudo bem?

- Sim, está tudo óptimo! E tu?

- Também. Agora já estou em casa dos amigos dos meus pais.

- E como é que está a ser?

- Um bocado secante… ‘Tou desejoso de voltar para casa e estar contigo e com os outros.

- E quando é que voltas?

- Daqui a um mês.

- Pois. Bem, amanhã vou para Miami.

- A sério?

- Yah. O patrão do meu pai e a familia dele convidaram-nos para irmos passar um tempo a casa deles.

- Então finalmente vais ter férias. Ainda por cima em Miami! Que sorte!

- Mesmo! E o patrão do meu pai tem dois filhos…

- Putos?

- Não… têm 16 anos, ou seja, a nossa idade.

- Mas são gajas?!

- Não… quer dizer… é uma gaja, e um gajo. – disse Carolyn mordendo o lábio.

- Um gajo?! Oh não…

- Oh, não é caso para alarmes! Nós somos amigos e eu só penso em ti. Podes estar descansado.

- Eu sei. Mas o problema não és tu, eu confio em ti. O problema… é ele. Tu não deixes que ele te toque!

Carolyn riu-se – Please! Não te preocupes… ele não me vai tocar.

- Já sabes, se ele te tocar, só tens de me ligar que eu tenho uma conversinha com ele!

- Whatever…

- É que… tu és linda e… os gajos devem ser às resmas atrás de ti!

- Ai que exagerado!

- É verdade! E como é que ele se chama?

- Dylan.

- Tem logo nome de idiota! – Carolyn riu-se.

- Ele até parece um tipo fixe. Mais não mais que isso…

- Um tipo fixe… pois. O que ele quer sei eu…!”

Era terrível pensar que tinha quase prometido a pés juntos a Dave que nada iria acontecer e depois… tinha acontecido tudo aquilo que ela prometera.


 

Carolyn estendeu a toalha na areia e deitou-se nesta. O seu telemóvel estava pousado na sua frente e Carolyn olhava para ele com uma expressão desespero e tristeza no rosto. Dylan sentou-se na toalha desta e ficou a olhar para ela.

- Carolyn, não vai mudar nada ficares a desperdiçar o teu tempo a olhar para essa porcaria. Esquece isso e anda mandar uns mergulhos.

- Mas e se ele me liga?

- Ainda só passaram dois dias… Acho que é pouco tempo para ele pensar – ele ergueu-se.

Ela suspirou e levantou o olhar para ele.

- Ok… - ela levantou o braço para ele e este puxou-a para cima.

Ele sorriu e levou-a pelo braço até ao mar.


 

Três dias depois Carolyn e o resto do pessoal estavam a jantar no Mc Donalds. Tinham planeado ir divertir-se um pouco à noite. Iam a uma discoteca depois do jantar. Queriam tentar afastar a tensão de Carolyn e libertá-la um pouco mais. A noite tinha corrido bem. Dançaram, beberam (muito pouco), riram, etc., até chegarem a casa.

Dylan pôs a chave de casa na porta e abriu-a. Quando entraram os seus pais, menos a mãe de Carolyn, estavam todos sentados no sofá da sala de estar excepto o pai de Dylan e de Emily que estava de pé ao lado do sofá principal. Estavam todos com uma expressão bastante temível no rosto. E também era bastante estranho estarem acordados às três horas da manhã.

- O que é que fazem acordados a esta hora? – perguntou Dylan fechando a porta.

- O que é que se passa? – progrediu Carolyn.

Fizeram-se uns minutos de silêncio na sala enquanto Carolyn e Emily se sentavam as duas num outro sofá e Dylan e George se sentavam nas pontas deste. Carolyn começava a ficar nervosa por reparar que a sua mãe não se encontrava na sala e que o seu pai se encontrava com uma expressão perturbada.

- Onde está a mãe? – perguntou ela ao pai um pouco exaltada.

- A mãe está lá em cima no quarto. Mas tem calma que está tudo bem com ela.

- Ok… - Respondeu aliviada – Mas e então o que é que aconteceu?

A mãe de Dylan entreolhou-o e ele olhou novamente para Carolyn. Levantou-se e foi sentar-se ao lado dela no sofá. Dylan levantou-se e foi para o lado de George para não estar muito próximo de Carolyn e do pai. Sentia-se a mais já que aquilo era um momento pai e filha bastante constrangedor. Carl respirou fundo e olhou para ela como se fosse uma obrigação.

- Bem, nós… estávamos a dormir quando recebemos uma chamada… do hospital – Carolyn começou a ficar cada vez mais nervosa mas nada lhe passava pela cabeça. Não tinha a mínima ideia do que poderia ter acontecido. Enquanto decorria a conversa Emily, George e Dylan ficavam ainda mais preocupados e por isso Emily puxou a mão de George e agarrou-a – E era uma enfermeira. Ela que disse que… o avô Joseph foi… - Carl começava agora a ter dificuldades em falar - encontrado morto hoje em casa, pela tua avó… depois de ter um AVC – Carl começou a chorar – Lamento filha – Carolyn ficou petrificada sem conseguir acreditar. O pai abraçou-a e depois Carolyn começou a chorar desalmadamente sem conseguir sequer parar. Mas nunca sem deixar de abraçar o pai. Juntamente com ela também Emily e Luise a mãe da Emily e do Dylan também choravam. De seguida separou o abraço e foi a correr para o quintal. Precisava de estar sozinha e de respirar ar puro. A Natureza sempre a ajudava a ficar mais calma.

Sentou-se num banquinho no fundo do extenso quintal e ficou de cabeça baixa a deixar as lágrimas caírem na relva. Sempre adorara o seu avô. Mais até do que os avós paternos e da avó materna. Era sempre ele que a ouvia e que a animava quando estava em baixo. Lembrava-se de quando era pequena e ia sempre todos os Verões passar um tempo na Carolina do sul em casa dos avós. Quando lá estava iam os dois todos os sábados à pesca para uma casinha de madeira bastante velha junto do rio. Tinha sido ele a ensina-la a pescar, a andar de bicicleta, a jogar à bola - apesar de ser uma rapariga gostava muito de jogar à bola - e a olhar para a vida com outros olhos. Talvez até tivesse sido ele o melhor a educá-la na família, até melhor que os próprios pais. Não que os pais não a tivessem educado bem. Até a educaram muito, muito bem. Mas Joseph era diferente. Era um pensador! Tentava sempre mostrar-lhe aquilo que a vida tinha de bom e de mau, mas de forma distinta. Contava-lhe sempre mil e uma histórias sobre as suas grandes aventuras. E enquanto professor também lhe tinha ensinado muitas coisas. Era uma pessoa bastante social e simpática para todos. Sempre disposto a ajudar. Carolyn iria sentir bastante a sua falta. Iria guardar uma grande saudade durante todos os anos que vivesse.

Enquanto ali estava Dylan abriu a porta das traseiras e como era de noite e as luzes do jardim não estavam acesas ele não a conseguia ver. Emily e George ficaram à porta. Ela e George queriam ir ter com ela mas acharam que todos de uma vez não ia ajudar. Então Dylan foi primeiro. Chamou por ela umas vezes mas não obteve resposta. Carolyn estava a chorar tanto que não conseguia responder-lhe. Foi então que ele a ouviu chorar e conseguiu ir ao seu encontro. Ela estava sentada num banco bastante escondido debaixo de uma árvore. Ele ficou um tempo de pé parado a olhar pare ela cheio de pena e depois sentou-se ao seu lado e agarrou-lhe na mão. Assim que ele o fez, Carolyn separou a sua mão da dele e abraçou-o com alguma força e de seguida ele abraçou-a também. Ela não o queria largar. Ele era o que ela precisava mais naquele momento: apoio. Dylan era realmente um ombro para chorar e um formidável amigo. Sempre que ela precisava dele, lá estava ele para ela sempre com um sorriso no rosto, pronto a reconfortá-la.

- Lamento pelo teu avô – disse quase como um suspiro. Carolyn levantou a cabeça do seu peito e olhou para ele – Há coisas que têm de acontecer. E nós temos de aprender a lidar com isso, a vida toda. 

 

Que tal? Quero mt comentarios ta bien? 

kisses

publicado por Anna às 18:01
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19 comentários:
De ♥ C. a 31 de Julho de 2011 às 21:21
Okay, eu dou.te amanha o codigo, hoje tenho de acabar de fazer umas coisas (tipo ajudas, nao é bem encomendas) q tbm ja me tinham pedido ;/


De ines- a 31 de Julho de 2011 às 22:08
Adorei o capitulo X)
Mas nao é o capitulo 24?


De Cat a 1 de Agosto de 2011 às 00:49
MUITO FIXE postaaaaa


De inês silva- a 1 de Agosto de 2011 às 02:14
Gostei bastante do capítulo :)
Escreves muito bem! :3


De ♥ C. a 1 de Agosto de 2011 às 13:52
Queres que eu conte como uma encomenda ou das.me o teu mail para te mandar o codigo e explicar como se mete?


De ines- a 1 de Agosto de 2011 às 14:53
Não faz mal, tp quando eu vi fiquei um bocado confusa, mas depois apercebi que enganaste x) Quando postas? Estou adorar :333


De inês silva- a 1 de Agosto de 2011 às 16:36
ahah, obrigada, eu também estava a falar a sério ;)


De Joana a 1 de Agosto de 2011 às 18:22
Lindooo!
Capitulo mais maravilhoso mas coitada da Carolyn...
Posta rápido!!!
Bjocas!!!
Júu-


De bárbara r. a 1 de Agosto de 2011 às 19:07
Adorei o capítulo, tal como o resto da história. Adorava que a Carolyn e o Dave ficassem juntos outra vez. Quando postas o próximo capítulo? :)


De ♥ C. a 2 de Agosto de 2011 às 12:32
Ja enviei o mail!


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